Rádio CN Agitos

domingo, 14 de agosto de 2011

AS DEZ MAIORES INVENÇÕES MÉDICAS - COLOQUE SEU COMENTARIO

Ao diminuir ou eliminar doenças que influenciavam dramaticamente o curso da história da humanidade (inclusive o destino de civilizações inteiras), as grandes invenções médicas da humanidade merecem um capítulo à parte:
ANTIBIÓTICOS
De todas as descobertas voltadas ao bem-estar humano, esta foi a que transformou mais profundamente a nossa história, ao livrar-nos da maioria das infecções bacterianas que provocavam grande mortalidade no passado, como a tuberculose, a pneumonia, a meningite, a sífilis, a crupe, a gangrena, e outras. A partir da penicilina, descoberta ao acaso pelo médico inglês Alexander Fleming, em 1928, tornou-se uma grande indústria na Segunda Guerra Mundial. O médico e divulgador americano Charles Thomas, em seu livro "The Last Science", disse que a medicina só se tornou ciência verdadeira a partir dos antibióticos. Antes deles, era boa no diagnóstico das enfermidades infecciosas, mas entregava o seu tratamento a Deus…

VACINAS
Juntamente com os antibióticos, foi a descoberta médica que mais salvou vidas e que aumentou a longevidade média humana em algumas décadas, ao prevenir que bilhões de crianças e adultos fossem afetados por doenças que devastaram a humanidade, como a varíola (a primeira doença natural extinta pela mão do homem), a febre amarela, a febre tifóide, a poliomielite (desenvolvida por Jonas Salk, em 1954), o tétano, a raiva, e tantas outras. E, ao contrário dos antibióticos, aos quais as bactérias podem se tornar resistentes, as vacinas, usadas praticamente primeira vez pelo médico inglês Edward Jenner, em 1796 (descobridor da vacina contra a varíola), são sempre efetivas. Também são as únicas armas para previnir doenças causadas por vírus. Quem sabe uma vacina salvará a humanidade de seu mais temível espectro, a AIDS?

ANESTESIA
A luta para vencer a dor sempre foi uma prioridade para a medicina, desde Hipócrates. Imaginem fazer uma cirurgia cardíaca de quatro horas de duração sem anestesia: seria impossível. Por isso é fácil ver como essa foi uma das mais importantes descobertas/invenções médicas de todos os tempos. Como as demais, é muito recente: apenas em 1846 que o dentista americano Thomas Green Morton usou o éter pela primeira vez para fazer extrações dentárias e cirurgias na cidade de Boston.

CIRURGIA ASSÉPTICA
Antes da descoberta, pelo médico inglês Joseph Lister, em 1865, que o fenol podia ser usado para esterilizar os instrumentos cirúrgicos, campo operatório e mãos dos cirurgiões, os hospitais eram campos de massacre, onde a maioria dos pacientes que não morriam do trauma cirúrgico, pereciam de infecções. Juntamente com a anestesia e os antibióticos, a antissepsia foi responsável pelo grande avanço da cirurgia como método científico de tratamento de inúmeras doenças, ao longo do século XX.

TRANSPLANTES
A transfusão de sangue e o transplantes de órgãos, como os rins, córneas, pele, medula, coração e fígado, tornaram-se possíveis a partir das descobertas do cientista americano Alexis Carrel, nos anos 20, que descobriu como manter tecidos vivos fora do corpo, por cirurgiões que desenvolveram as técnicas cirúrgicas e pós-cirúrgicas, como o dr. John Murray, da Universidade Harvard (transplantes de rim) e o famoso dr. Christiaan Barnard, que fez o primeiro transplante cardíaco na África do Sul em dezembro de 1967. O futuro dos transplantes reside nas técnicas homólogas, utilizando a engenharia genética para fabricar cópias perfeitas dos nossos próprios órgãos, a partir de células-tronco (células embrionárias precursoras de todos os tecidos).

MICROSCÓPIO
Seguramente, o instrumento mais importante da história da medicina, tanto na pesquisa e ensino, quanto no diagnóstico clinico. Sem ele não seria possível a bacteriologia, a histologia (estudo dos tecidos orgânicos) e a patologia (estudo das bases orgâncias das doenças). A partir de Antonie van Leeuwenhoek, o cientista holandês que notabilizou o uso do microscópio, no século XVII, tornou-se a ferramenta básica da pesquisa médica, sendo usado por grandes nomes como Pasteur, Koch, Virchow, e muitos outros. Depois do microscópio óptico, surgiram na segunda metade do século XX outras invenções muito importantes, como o microscópio eletrônico, o microscópio de varredura, e o microscópio de forças atômicas.

RADIOGRAFIA
Uma das mais espetaculares e influentes invenções, o aparelho de radiografia, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen, em 1895, revolucionou a medicina ao permitir que os médicos obtivessem imagens não invasivas do corpo dos pacientes, ou seja, sem precisar abri-los. Milhares de diagnósticos se tornaram possíveis, desde fraturas até tumores, úlceras e distúrbios das veias e artérias. Existem poucos seres humanos em sociedades modernas que nunca tenham tirado uma radiografia.

TOMOGRAFIA  COMPUTADORIZADA

Entre as grandes invenções médicas, esta é a única feita pela engenharia, e também teve um impacto significativo sobre a medicina moderna. Em 1968, os engenheiros Godfrey Hounsfield e Allan Cormack, descobriram que podiam obter imagens de
raios-x na forma de "fatias" transversais do corpo humano, com alta resolução. Ganharam o prêmio Nobel por esse feito, que exige o auxílio de um computador e complexas técnicas matemáticas. Outras formas de tomografia foram posteriormente desenvolvidas, aumentando o arsenal de sofisticadas técnicas de
imagens anatômicas e funcionais à disposição do diagnóstico: em 1971, Raymond Damadian desenvolveu a tomografia de ressonância nuclear magnética (MRI) e em 1978, Louis Sokoloff inventou o tomógrafo de emissão positrônica (PET). Os aparelhos de ultrassom também foram um grande progresso na área de imagens médicas não invasivas neste século.

PÍLULA  ANTICONCEPCIONAL
pode ser usada para tratar doenças, mas sua invenção teve enorme impacto social, ao liberar centenas de milhões de mulheres do fardo da gravidez indesejada. Isso incentivou o desenvolvimento de uma nova classe de mulheres profissionais nas sociedades modernas, e foi uma das prováveis causas da "revolução sexual" dos anos 70s, ao permitir o sexo fora do casamento sem  
medo da gravidez. A pílula foi desenvolvida por dois médicos americanos entre 1950 e 1955, Gregory Pincus e Carl Djerassi, incentivados pela feminista e ativista social Margaret Sanger (que inventou o termo "controle do nascimento") e Katharine McCormick, uma rica herdeira industrial, que financiou a pesquisa que levou, dentro de uma década à comercialização do primeiro anticoncepcional oral. Chamava-se Enovid e foi colocada no mercado em 1961, pela Searle.

TERAPIA   GÊNICA

Cada ser humano carrega em média seis genes defeituosos, que podem causar doenças genéticas ou favorecer doenças causadas pelo ambiente. Cerca de 10% das pessoas desenvolve uma das mais de 2.800 doenças hereditárias conhecidas, ao longo de suas vidas. Por isso é tão importante a terapia gênica, que consiste em evitar ou tratar doenças através da interferência direta no código genético (DNA) contido nas células. É a medicina molecular, uma metodologia extremamente nova, e ainda polêmica, por não ter apresentado resultados consistentes
até agora, apesar dos enormes investimentos feitos em pesquisa e em desenvolvimento. Mas ninguém duvida que ela seja o futuro da medicina, a vitória definitiva contra muitas doenças.

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