o brasileiro Artur Avila, de 35 anos, se tornou o primeiro sul-americano a receber a prestigiada Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. Natural do Rio de Janeiro, o matemático receberá o prêmio canadense Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer e iraniana Maryam Mirzakhani.
Para ser considerado merecedor da medalha, que é entregue a cada quatro anos, o profissional precisa ter menos de 40 anos e ter trabalhos considerados fundamentais para o avanço da matemática. O julgamento é feit por um comitê secreto e a premiação é entregue para dois, três ou quatro matemáticos.
Segundo o Globo, o anúncio aconteceu durante o Congresso Internacional de Matemáticos, organizado pela União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês) e que acontece em Seul, na Coreia do Sul. A IMU divulgou um comunicado elogiando o brasileiro e justificando o fato de ele ter sido contemplado com a láurea máxima da União. Confira:
“Artur Avila fez notáveis contribuições no campo dos sistemas dinâmicos, análise e outras áreas, em muitos casos provando resultados decisivos que resolveram problemas há muito tempo em aberto. Quase todo seu trabalho foi feito por meio de colaborações com cerca de 30 matemáticos de todo mundo. Para estas colaborações, Avila traz um formidável poder técnico, a engenhosidade e tenacidade de um mestre em resolver problemas e um profundo senso para questões profundas e significativas. Os feitos de Avila são muitos e abrangem uma ampla gama de tópicos. Com sua combinação de tremendo poder analítico e profunda intuição sobre sistemas dinâmicos, Artur Avila certamente continuará um líder na matemática ainda por muitos anos”.
Em dez anos, a importação e a produção de metilfenidato -
mais conhecido como Ritalina, um de seus nomes comerciais - cresceu 373%
no País. A maior disponibilidade do medicamento no mercado nacional
impulsionou um aumento de 775% no consumo da droga, usada no tratamento
do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os dados
são de pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual
do Rio de Janeiro (UERJ).
O
remédio é usado sobretudo em crianças e adolescentes, os mais afetados
pelo transtorno. Para especialistas, a alta no uso do medicamento
reflete maior conhecimento da doença e aumento de diagnósticos, mas
também levanta o alerta de uso indevido da substância, até por pessoas
saudáveis que buscam aumentar o rendimento em atividades intelectuais.
Em
sua tese de doutorado pela UERJ, defendida em maio, a psicóloga Denise
Barros compilou os dados dos relatórios anuais sobre substâncias
psicotrópicas da Junta Internacional de Controle de Narcóticos, órgão
vinculado às Nações Unidas. De acordo com o levantamento, o volume de
metilfenidato importado pelo Brasil ou produzido em território nacional
passou de 122 kg em 2003 para 578 kg em 2012, alta de 373%.
A
pesquisadora cruzou os dados da produção e importação e do estoque
acumulado em cada ano, dado também disponível nos relatórios, para
chegar aos prováveis índices anuais de consumo. De acordo com o
levantamento, foram 94 kg consumidos em 2003 contra 875 kg em 2012,
crescimento de 775%.
Dados mais recentes
obtidos pelo Estado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
confirmam a tendência de alta. Segundo o órgão, o número de caixas de
metilfenidato vendidas no Brasil passou de 2,1 milhões em 2010 para 2,6
milhões em 2013.
“Houve um aumento da
divulgação da doença e do número de pessoas que passaram a ter acesso ao
tratamento, mas há outro fator importante, que é uma maior exigência
social de administrar a atenção.
A
especialista lembra ainda que há casos de adultos sem o transtorno que
tomam o metilfenidato para melhorar a concentração e o foco nos estudos.
“Isso é comum entre concurseiros, vestibulandos, estudantes de
Medicina. Pouco se fala sobre isso no Brasil, mas nos Estados Unidos e
em algumas partes da Europa, esse uso inadequado já é tratado como um
problema de saúde pública.”
Diagnóstico. Para
o psiquiatra infantil Rossano Cabral Lima, professor da UERJ, a alta no
consumo é motivo de alerta porque o diagnóstico de TDAH nem sempre é
acompanhado de uma investigação aprofundada das possíveis causas do
comportamento incomum da criança.
“Apesar de a
medicação ser importante em alguns casos, o diagnóstico rápido de TDAH e
o tratamento medicamentoso parecem ter se tornado a solução mais rápida
e fácil de vários problemas, sem que a origem deles seja analisada a
fundo”, diz. “Não se questiona se a inquietude da criança pode estar
relacionada a alguma questão da escola, se é uma resposta a algo que ela
não está sabendo lidar.”
Presidente da
Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva,
afirma que, apesar da alta no consumo, ainda há milhares de brasileiros
com TDAH sem tratamento. “Com o crescimento do acesso à medicação,
estamos talvez começando a adequar a proporção de pessoas com o
transtorno e pacientes tratados. Mas hoje, infelizmente, ainda temos
subtratamento de TDAH.”
O especialista cita
um estudo publicado em 2012 na Revista Brasileira de Psiquiatria que
apontou que apenas 19% dos brasileiros com TDAH fazem o tratamento com
medicação
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Propostas
- Comissão
de deputados para fiscalizar obras inacabadas,
-
Medeiros Contador candidato a Deputado Estadual
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estarei fazendo visitas no bairro santa Maria Gorete, e logo mais a
noite participando do aniversário do empresário Manoel Venâncio no Aero
Clube De Currais Novos.
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GERÔ - ENTREVISTAS ESPECIAIS COM MARCELO QUEIROZ PRESIDENTE DA COMÉRCIO E JEANE AMARAL DIRETORA DO SESC FOI UM SUPER PRAZER.