quarta-feira, 19 de junho de 2013
TEXTO DA Margot, A SUA MODA
A SUA MODA
As meninas querem estar na moda, copiar atrizes, cantoras, você também? Mas, o que significa estar na moda? Será usar tudo o que lançam no mercado? E se alguns modelos não combinam? Nem com você, nem com o lugar onde você mora? Muitos falam que mulher se veste para mulher e acho que é verdade, pois, às vezes quem chama a atenção do garoto é a mais diferente no visual, não copie nem se prenda a moda, aprenda a segui-la sem obrigações de acordo com a sua personalidade, sem abusar do estilo.
Relaxe menina! Suavize sua beleza natural e tenha sempre um sorriso no rosto!
Beijos da Margot
sábado, 15 de junho de 2013
Novo remédio para emagrecer chega as farmácias dos EUA na próxima semana.
O remédio, que melhora o fluxo de serotonina no cérebro (hormônio que estimula a saciedade), é indicado para adultos obesos ou pacientes com sobrepeso que tenham pelo menos uma doença associada, como diabetes ou colesterol alto. Ele é fabricado pela Arena Pharmaceuticals.
O atraso no início da comercialização ocorreu por problemas logísticos. A classificação do produto também demorou para sair - a FDA definiu que se trata de uma droga controlada com pouco potencial de abuso. Nos estudos conduzidos pela farmacêutica, apenas uma parcela pequena de pacientes teve problemas como euforia e alucinações.
Por causa da demora, o Belviq começa a ser vendido dez meses depois de seu maior concorrente, o Qsymia (pentarmina e topiramato), aprovado pouco depois. O Qsymia (inicialmente chamado de Qnexa) inclusive apresentou melhores resultados nos estudos.
Pacientes que tomaram Qsymia por um ano perderam 6,7% de seu peso corporal em um estudo e 8,9% em outro. Já os que tomaram Belviq perderam apenas 3,7% do peso no mesmo período. Mas cerca de 47% dos pacientes não diabéticos perderam pelo menos 5% do peso com o locarserin, dado que foi considerado suficiente para a aprovação pelo FDA.
Segundo a agência reguladora, os pacientes devem parar de tomar Belviq após três meses de uso caso não consigam perder 5% de seu peso corporal. Os efeitos colaterais incluem depressão, enxaqueca e problemas de memória.
O fabricante do Belviq deve enfrentar uma árdua batalha no mercado, uma vez que as vendas do Qsymia desapontaram os analistas. Em parte, isso se deve ao fato de que o composto de pentarmina e topiramato, produzido pela Vivus, é caro e ainda só é vendido por encomenda.
(Com AP)
domingo, 9 de junho de 2013
Gripe pode evoluir para pneumonia viral, alerta especialista.
Muita gente confunde gripe e resfriado; no primeiro caso, é preciso consultar o médico
"A gripe é causada basicamente por um tipo de vírus, o influenza, e é um quadro mais agressivo: a pessoa não consegue nem sair da cama, tem febre alta, dores no corpo, e pode haver coriza e tosse", conta o médico. Esse quadro, segundo ele, pode se manifestar como uma pneumonia viral, ou seja, a inflamação do tecido pulmonar. É por isso que pessoas com gripe devem procurar o médico, especialmente as mais vulneráveis, como as que têm doenças crônicas, problemas respiratórios, crianças, idosos e gestantes.
Bogossian confirma os dados do Ministério da Saúde de que a gripe chegou mais cedo este ano, e há mais casos graves de infecção por H1N1 que em 2012, por exemplo.
Já o resfriado, que pode ser causada por vários tipos de vírus, é um quadro mais leve - geralmente leva a coriza, dor de cabeça, tosse ou dor de garganta e se resolve em alguns dias. O pneumologista diz que esses casos podem ser tratados em casa, com analgésicos, soluções salinas e, eventualmente, inalação com soro fisiológico.
De acordo com o médico, é sempre recomendável tomar muito líquido, tanto nas gripes quanto nos resfriados. Já em relação a receitas caseiras, ele diz que não há nada comprovado cientificamente. "A vitamina C pode agir, de alguma maneira, na imunidade, mas não se sabe o quanto em um quadro agudo", afirma. Mas ele concorda que os chás podem trazer uma sensação de alívio, por dilatar um pouco as vias aéreas. E o mel ajuda a lubrificar a garganta, o que também pode ser útil.
Como são recursos que não causam prejuízo, ele não vê mal em usar as receitas "da vovó". Só é preciso tomar cuidado com o exagero: "Vitamina C em excesso faz mal", alerta o especialista. E, quando o caso é de gripe de verdade, nenhum desses conselhos populares deve substituir o cuidado médico.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Esgotamento mental não é frescura; saiba como combater o problema.
Às vezes o cansaço mental é tanto que é sentido fisicamente, com dores pelo corpo, dores de cabeça e até mesmo problemas gastrointestinais como gastrites e úlceras
No mundo moderno, em que uma grande parcela da população trabalha em frente a um computador, e em que cada vez mais se exige pensamento rápido, criatividade e empreendedorismo, é muito fácil deixar o cérebro "cansado". Além disso, muitas vezes exige-se que ele trabalhe com energia total por períodos muito longos. "Podemos dizer que o excesso de demanda da química necessária para manter o corpo e a mente ativados se 'esgotam' em algum momento", alerta Sergio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo.
Ele explica que essa química é composta por hormônios e neurotransmissores como cortisol (um dos grandes responsáveis pela preparação do organismo para os enfrentamentos dos desafios do dia a dia e das situações de perigo) e noradrenalina (neurotransmissor responsável pela sensação de motivação e também da atenção).
"Vários estudos mostram queda nessas substâncias durante esses períodos de estafa", diz. Por isso, as consequências mais imediatas são falta de atenção, dificuldade de memória, perda de concentração, pensamento mais lento, desânimo, alterações no sono e, é claro, cansaço – excessivo e crônico.
Às vezes o cansaço é tanto que é sentido fisicamente, com dores no corpo, dores de cabeça e até problemas gastrointestinais, como gastrites e úlceras. Por isso muitos pesquisadores afirmam que o esgotamento mental pode ser até mesmo mais grave do que o físico, pois pode causar danos tanto corporais como emocionais. Outro perigo é que muitas vezes ele é ignorado; então o cansaço se acumula e as consequências se agravam.
Quando os primeiros sinais de alerta são ignorados, o problema vira uma bola de neve e pode desencadear uma série de complicações. Os problemas que mais surgem são o desenvolvimento de gastrites e úlceras, baixa da imunidade, com resfriados e gripes constantes, alergias, queda de cabelo, hipertensão, bronquite e alterações menstruais, entre outros.
Como essa química está atrelada ao sistema imunológico, as consequências podem ser fisicamente relevantes, com o aparecimento de quadros infecciosos que podem se agravar. "O esgotamento pode levar ao aumento da suscetibilidade para doenças, como, por exemplo, as cardiovasculares (hipertensão) e as autoimunes, tensão muscular, dor lombar ou cervical e distúrbios do sono", aponta a psiquiatra Telma Ramos Trigo, da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Além dos estragos físicos, há também os emocionais. A relação com o próprio trabalho pode ser prejudicada, pois a baixa sensação de energia e a desatenção levam também à baixa produtividade e a erros.
A relação com as pessoas também pode ser prejudicada diante da falta de ânimo em interagir, da irritabilidade, da impaciência e das mudanças bruscas de humor. O que pode fazer com que a pessoa sinta-se sozinha, agoniada, ou até mesmo se isole.
"Mentalmente, se não houver intervenção, o quadro pode ter consequências no sistema emocional, com o aparecimento de alterações de humor, tipo depressão, além de consequências em longo prazo para o cérebro", destaca Klepacz.
Energia no vermelho
Um dos problemas que podem decorrer desse esgotamento mental é a síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, que acontece quando o cérebro entra em processo de falência e não consegue mais trabalhar direito. Em inglês, o termo burnout é definido como aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia. Metaforicamente, é algo (ou alguém) que chegou ao seu limite, com grande prejuízo em seu desempenho físico ou mental. Ela foi assim denominada por psicanalista nova-iorquino, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.
A síndrome de burnout é um processo iniciado com excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho – ou seja, é uma consequência de um processo crônico.
"A estafa ou esgotamento é o resultado de um estresse repetitivo e prolongado. A partir de certo ponto, isso passa a diminuir a produtividade e esgota nossa energia", explica Trigo.
Um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde) colocou o burnout como uma das principais doenças dos europeus e norte-americanos, ao lado do diabetes e das doenças cardiovasculares. Apesar de estar intimamente ligada à vida profissional, não são só os trabalhadores que sofrem deste mal: estudantes e até desempregados também podem ser acometidos pela síndrome devido a preocupações e nervosismo, por exemplo.
Diversão e lazer
Para se tratar o esgotamento mental, recomenda-se o acompanhamento de um especialista e, às vezes, medicação. "Em se tratando de esgotamento puramente cerebral, parte-se para orientações sobre o manejo das situações estressantes, avaliação da necessidade de medicamentos, orientações para aumentar a resistência física do indivíduo e avaliação da necessidade de psicoterapia", aponta Trigo.
A psiquiatra enfatiza a necessidade de buscar ajuda nesses casos. Segundo ela, muitas vezes a pessoa com estafa mental ou síndrome de burnout tende a se isolar ao invés de pedir ajuda, mas isso é fundamental para se resolver o problema. "Nosso cérebro é um órgão como qualquer outro. Na verdade, talvez um pouco mais complexo devido a trilhões de conexões. A grande questão é: por que ele não merece ajuda especializada assim como os nossos outros órgãos?", questiona.
Na hora de se tratar – e também de se evitar – o esgotamento mental, dormir bem e se alimentar adequadamente é essencial. Mas ter horas de relaxamento e diversão também. Muitas vezes as pessoas que sofrem com esses males investem muita energia no trabalho em detrimento de outros aspectos da vida, como família, amigos e lazer.
Isso acaba causando um desequilíbrio que prejudica a qualidade de vida e o bem-estar. Os especialistas afirmam que o lazer também é parte importante do dia a dia e deve ser valorizado. "O segredo é poder compensar os momentos de estresse com momentos de prazer e diversão", recomenda Klepacz.
Dicas para o dia dos namorados de Aurinete Medeiros Style
Olá!
Voltei...hoje vou dar dicas para o dia dos namorados, que tal pensar com muito amor e bastante atenção para o amor ficar mais criativo.
Existe muita opção acho que dando uma olhada nas vitrines não falta nada, mas precisamos comprar o que o nosso amor realmente deseja e que seja a carinha de cada um, para a mulherada tem uma variedade..nossa, gigantesca. Só que por favor sejam criativas para o homem existe muitas coisas legais! E nós mulheres temos de ter o hit, eles afinal merecem. Estar chegando as festas de Junho e Julho e um look legal faz uma diferença num é? Vamos brincar o São João com muita animação e usando o seu estilo com as minhas dicas OK!!!
Gente os acessórios da moda se vocês não sabem olha só os cintos apache é o queridinho das Blogueiras.
tem também a Cluths as transparentes vem com 3 forros é show. Arrasem com seus amores e fiquem lindas.
Até a próxima.
Aurinete Medeiros Style
Estilo short em couro com jaqueta de animal printy
Arrasem fiquem lindas com as minhas dicas.
Os cintos Apache queridinho das blogueiras
Xadrez nessa temporada sempre muito bem vindo
Não desista...arrasem com seu amor.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Adoçante estévia ganha popularidade e vendas avançam Comente
Getty Images
Apenas em 2008 o governo americano deu seu aval para a venda de produtos com o adoçante. Na União Europeia, a autorização foi concedida em 2011.
Refletindo isso, entre 2008 e 2012 houve um aumento global de 400% na venda de produtos à base de estévia, com uma elevação de 158% apenas entre 2011 e 2012, segundo a Mintel, consultoria internacional do setor de alimentos.
A rede britânica de lojas de vitaminas e suplementos alimentares Holland & Barrett diz ter detectado um aumento de 50% nas vendas de produtos com o adoçante no último mês, em comparação com o mesmo período do ano passado.
A Coca-Cola chegou a alterar a receita do refrigerante Sprite na Grã-Bretanha, relançando uma versão com stevia que supostamente teria uma redução de 30% de calorias.
Segundo os fabricantes, o "adoçante milagroso" não tem calorias nem carboidratos e não aumenta os níveis de glicose. Mas será que isso é bom demais para ser verdade?
Produto 'natural'
David Turner, da analista de alimentos e bebidas da consultoria Mintel, diz que atualmente pode-se encontrar no mercado uma variedade de iogurtes, chocolates e até cervejas adoçadas com estévia e que a mídia tem cada vez mais ligado o açúcar refinado à obesidade, que é descrita atualmente como uma epidemia mundial.
Somente no Brasil, mais de 65 milhões de pessoas estão com excesso de peso, enquanto que dez milhões são tidos como obesos.
A estévia tem o potencial de ajudar a controlar do peso, a manter a saúde dos dentes e combater o diabetes, diz a nutricionista Laura Wyness, da Fundação Britânica de Nutrição.
Esses possíveis benefícios médicos já seriam válidos para os adoçantes artificiais de baixa caloria que estão no mercado há muitos anos, como o aspartame e a sacarina, mas a estévia tem uma vantagem.
"A grande questão da estévia é que ela tem uma fonte natural", diz Stefan Gates, apresentador de TV e autor de livros sobre gastronomia e alimentos. "Isso não significa que ela já não esteja altamente processada quando chega à sua comida ou bebida... mas é isso (produtos 'naturais') que todos querem agora."
Margaret Ashwell, cientista membro do Instituto Global da Estévia, explica que "o processo de extração inclui deixar as folhas secas imersas em água, como se faria com chá, e então separar ou purificar os compostos de melhor sabor adocicado, que são conhecidos como glicosídeos de esteviol."
Ashwell diz que os glicosídeos de esteviol permanecem quimicamente intactos durante todo o processo - o que lhe daria uma vantagem a mais comparado com outros adoçantes.
Segundo cientistas, os extratos concentrados são cerca de 300 vezes mais doces do que o açúcar. Já o gosto "tem sido descrito como semelhante a sementes de anis", disse David Turner.
Controvérsias
Mas ainda não se sabe ao certo os efeitos a longo prazo dos adoçantes como a estévia, o que faz com que surjam temores. Um deles é de que o adoçante afete hormônios relacionados à atividade cerebral.
Em comparação com a estévia, os adoçantes artificiais sintéticos, como o aspartame - usado em bebidas como a Coca-Cola Diet - têm sido alvo de controvérsias há muito tempo.
O aspartame já foi ligado ao câncer, e embora não tenha havido provas conclusivas, as pessoas se mantêm receosas quanto à palavra "artificial" em questão de alimentos, diz o apresentador e escritor Stefan Gates.
Além disso, "há uma anseio na indústria alimentícia por produtos que 'não contenham x' (componente, ou substância)'", diz Gates. "Se você puder listar que seu produto é 'livre' de alguma coisa, tem uma grande vantagem no mercado porque as pessoas são influenciadas por reportagens que alimentam a paranoia sobre os alimentos".
A Associação Dietética Britânica e a organização não-governamental Diabetes UK (que faz campanhas para frear o avanço da doença e congrega mais de 5 mil voluntários) não fazem distinção entre seus aconselhamentos para adoçantes tradicionais e a estévia.
"Como nutricionista, eu apoio e promovo o uso de adoçantes na cozinha e nas dietas", diz Sioned Quirke, porta-voz da Associação Dietética Britânica.
"Não há indícios que sugerem que os adoçantes de baixas caloria, como a sacarina, o aspartame e a sucralose, sejam ruins para as pessoas", complementa, dizendo que ela aconselha o uso da estévia somente como adoçante e acredita que as indícios sobre os supostos benefícios à saúde são insuficientes.
Robert Lustig, autor do livro Fat Chance: The Bitter Truth about Sugar (ou "A Amarga Verdade sobre o Açúcar", em tradução livre), é um ativista antiaçúcar, mas se recusa a defender os adoçantes alternativos justamente pela falta de estudos científicos.
Ele diz que ainda não se sabe se tais compostos afetam as funções cerebrais ou os hormônios e nem os efeitos sobre o organismo, que é "enganado" ao se preparar para receber uma quantidade de açúcar que nunca chega.
"Pode ser que isto faça com que o cérebro libere mais insulina", diz, acrescentando que não há provas sobre possíveis benefícios para a perda de peso.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Pesquisa aponta relação entre doença de Chagas e depressão.
Essas e outras perguntas relacionadas à doença começam a ser respondidas por pesquisadores da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) que desenvolveram estudo inédito identificando linhagens do protozoário Trypanosoma cruzi (causador da doença de Chagas), circulantes no Brasil, tipos 1 e 2, podem sim provocar desequilíbrio neuroquímico no paciente, resultando em associação biológica entre a doença e o quadro depressivo.
A constatação foi feita a partir do Laboratório de Biologia das Interações da Fiocruz, onde a equipe liderada pela pesquisadora Joseli Lannes identificou que o protozoário causador da doença pode desencadear uma desordem imunológica e neuroquímica associada ao quadro depressivo entre os pacientes.
A partir do estudo, a equipe de pesquisadores da Fiocruz concluiu que a mudança de comportamento registrada nos portadores da doença se dá "a partir da incerteza do destino e do elevado percentual de incurabilidade da doença, agravados pelo baixo nível socioeconômico predominante entre os portadores da enfermidade".
Publicado na revista científica de referência Brain, Behavior and Immunity, o estudo, cuja autora principal é Glaucia Vilar-Pereira, derruba de certa forma a tese predominante até então na literatura médica de que o transtorno recorrente entre pacientes crônicos – e que levava à depressão – era motivado por fatores psicológicos. O estudo sugere, ainda, um tratamento combinado à base de drogas já disponíveis no mercado: benzonidazol e pentoxifilina.
Camundongos apáticos
Segundo a Fiocruz, a ideia que deu origem à pesquisa surgiu quando Joseli Lannes realizava experimentos sobre danos cardíacos com camundongos e, ao longo do estudo, notou que alguns dos animais eram mais apáticos.
Na avaliação de Joseli uma marca inconfundível da depressão é a desistência do paciente - neste caso, do animal. "Para identificar o que estava acontecendo, utilizamos dois grupos de camundongos. Cada grupo foi infectado com cepas tipo 1 e tipo 2 de Tripanosoma cruzi. Constatamos que só o primeiro grupo apresentava imobilidade e desistência quando submetido a testes".
Para a pesquisadora, esse "era um sinal preliminar de que a depressão, na doença de Chagas, poderia não ser um processo psicossomático. Afinal, o animal não tem consciência da doença ou de sua condição social. Os dados indicariam, enfim, que o processo é associado, de fato, à depressão", esclarece.
A cepa tipo 1 é encontrada em todo o Brasil, com maior incidência nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Estima-se que existam dois milhões de portadores da doença de Chagas no país.
Em busca dos biomarcadores que justificassem o comportamento apático dos camundongos, a equipe identificou que os níveis da enzima IDO, que compromete a síntese de serotonina – o neurotransmissor associado à satisfação e à felicidade – estavam acima do normal nos animais incluídos no experimento.
Para Joseli, isso acontece porque a presença do parasito no organismo, ainda que reduzida na fase crônica da doença, induz à expressão da enzima IDO no sistema nervoso central. "Essa enzima degrada o triptofano, aminoácido substrato para a produção da serotonina, reduzindo, assim, os níveis deste neurotransmissor", explicou.
Os pesquisadores trataram os camundongos com uma combinação de benzonidazol, quimioterápico utilizado contra o parasito, e fluoxetina, antidepressivo que aumenta a disponibilidade da serotonina no cérebro. Os resultados foram satisfatórios, mas a melhora significativa dos animais ainda não convenceu a equipe.
"Sabemos que 30% da população mundial não responde à fluoxetina, principalmente pacientes com câncer e doenças autoimunes. Isso ocorre porque nem toda depressão é causada apenas por desordens químicas envolvendo a serotonina. A resposta imunológica à doença também participa deste processo", esclarece.
Os pesquisadores partiram, então, para a análise dos níveis de fator de necrose tumoral (TNF) nos camundongos. Trata-se de uma citocina produzida pelo sistema imunológico durante infecções por parasitas e na presença de tumores, associada a inflamações sistêmicas e alterações de comportamento, como a anorexia.
A resposta aos experimentos que se sucederam foi positiva, o que possibilitou à equipe confirmar que o quadro depressivo, na doença de Chagas, é resultado de um complexo circuito imunológico que interfere de forma contundente no sistema nervoso central, tendo como agente deflagrador o próprio parasito Trypanosoma cruzi.
"Muitas doenças inflamatórias crônicas, tais como artrite reumatoide, também são associadas à depressão e muitos pacientes não respondem a antidepressivos comuns. Nossos achados transcendem a doença de Chagas, pois acreditamos que a pentoxifilina possa ser usada de forma muito mais ampla, estendendo os benefícios a pacientes de diversos agravos", enfatizou Joseli.
Próximo passo
O próximo passo será estender o experimento aos seres humanos. Em breve, uma parceria entre o Laboratório de Biologia das Interações do IOC e o Ambulatório de Referência em Doença de Chagas - coordenado por Wilson Oliveira Junior e vinculado ao Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco (Procape), da Universidade de Pernambuco (UPE) – possibilitará a realização de uma pesquisa clínica para investigar o uso da terapia sugerida pela equipe liderada por Joseli.
A proposta é realizar um estudo com a participação de psicólogos e cardiologistas, com duração prevista de dois anos, para só então testar as intervenções terapêuticas sugeridas pela equipe do IOC.
Para a especialista, se comprovada a eficácia, o protocolo sugerido poderá ser implementado nas unidades de saúde sem demora, uma vez que o benzonidazol, a pentoxifilina e a fluoxetina já estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponíveis no mercado.
A Fiocruz esclareceu, ainda, que o estudo contou com a colaboração do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do IOC, bem como de pesquisadores do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Laboratório de Farmacologia da Neuroplasticidade e do Comportamento, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Nielmar de Oliveira
Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro
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